O que fizemos e aprendemos:
- O Castelo de S. Jorge está localizado na Colina do Castelo e foi o local onde nasceu a cidade de Lisboa.
- A sua construção e a sua localização foram definidas pela função a que todos os castelos se destinavam - ser um espaço em que os seus habitantes pudessem ter uma visão alargada da cidade, ser de difícil acesso e, consequentemente, ser um local protector e de defesa para a população contra possíveis ataques de inimigos.
- No local do castelo viveram povos como os Fenícios, Romanos e Árabes (tal como já aprendemos durante a visita ao Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros, estes povos ocuparam a nossa cidade em épocas distintas, deixando os seus vestígios).
- D. Afonso Henriques era filho de D. Teresa e de D. Henrique (1109 - 1185), conquistou o Castelo de S. Jorge ao mouros (1147) e foi conhecido como o Conquistador, porque conquistou uma grande parte do território português.

Ameias - intervalos existentes no cimo das muralhas e que dão o aspecto característico aos castelos.

Ponte levadiça - ponte de madeira à entrada do castelo que sobe em caso de perigo, criando uma porta sólida e fechando o castelo.

Hoje aprendemos que:
Nos castelos os seus senhores para se entreterem jogavam jogos de tabuleiro, manejavam a espada, realizavam festas / banquetes. As senhoras faziam bordados, rendas. Os camponeses trabalhavam arduamente na agricultura e criavam animais para a subsistência de todos.
O espaço habitacional, as habitações, o vestuário, o modo de viajar e transportar na época de D. Afonso Henriques eram muito diferentes do que existe nosso tempo.
A forma de os pintores se expressarem, no espaço temporal mais próximo ao de D. Afonso Henriques, era também muito diferente da dos pintores da actualidade, por exemplo nas cores, nos materiais utilizados e os temas representados.
De modo a poder ilustrar e contextualizar, de forma simples e explícita, todas as informações transmitidas às crianças, estas tiveram acesso a livros com conteúdos informativos e livros de índole recreativa. Por isso, como exemplo e de acordo com as intenções pedagógicas subjacentes, as crianças escutaram a história e observaram as ilustrações do livro Um Rapaz Chamado Giotto. Um conto de Paolo Guarnieri, Ilustrado por Bimba Landmann.Edição Livros Horizonte.
«Trata-se de uma belíssima biografia do pintor italiano Giotto, nascido pobre e pastor de ovelhas, mas encontrando em Cimabue um mestre que lhe ensina a arte da pintura, em Florença, e, assim, o leva a produzir tanta obra de génio, como os frescos consagrados a São Francisco. A bela particularidade deste livro é que as suas ilustrações imitam, com talento, o estilo de Giotto, tão singular. O texto exíguo não deixa, todavia, de fixar o essencial da vida do pintor.»(http://www.leitura.gulbenkian.pt/)

Para além de ser considerado “Uma Obra de Arte ”, este livro levou-nos à descoberta de Giotto e Cimabue. Dois pintores italianos muito importantes. E consequentemente aprendemos um pouco de História da Pintura.
Giotto (Giotto di Bondone, c. 1267 – 8.1.1337) nasceu em Itália, Florença.
Giotto é considerado o Pai da Pintura Ocidental.
Foto de uma das obras de Giotto (recolhida na net).

Foto de uma das pinturas de Cimabue (recolhida na net).
Uma das crianças com contas coloridas também criou o «seu» D. Afonso Henriques com coroa, capa, escudo e espada. Aqui está ele
Outra criou a «sua» coroa
Outras crianças fizeram o crocodilo com o apoio da imagem e da base adequada para o efeito (inspirados na história O Pequeno Príncipe e a Grande Caçada ao Dragão onde também existem crocodilos).
Apesar de não termos ido hoje ao castelo, conhecemos um novo livro, realizámos várias aprendizagens e, com muita alegria, produzimos trabalhos belíssimos.
As fotos...
A parede do quarto de Giotto e o Castelo de S. Jorge.



