Este blogue destina-se a registar e a partilhar alguns dos recursos educativos, utilizados por mim na minha prática pedagógica, bem como algumas das actividades realizadas com o meu grupo de crianças de 5 anos de idade. Será, simultaneamente, um outro modo de comunicação entre todos os intervenientes educativos da Sala Arco-Íris - crianças, famílias e equipa pedagógica.
Projecto Curricular de Turma 2010/2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
quinta-feira, 24 de março de 2011
A Fragata D.Fernando II e Glória
Como museu vivo, a Fragata "D.Fernando II e Glória" tem o apetrechamento próprio de um veleiro do séc. XIX e a reconstituição de cenas da vida de bordo dessa época.
A viagem inaugural, de Goa para Lisboa, teve lugar em 1845, com largada a 2 de Fevereiro e chegada ao Tejo a 4 de Julho. Durante os 33 anos em que navegou, percorreu cerca de 100 mil milhas, correspondentes a quase cinco voltas ao mundo.
No século XX, em meados dos anos 40, não estando já em condições de ser utilizada pela Marinha, iniciou uma nova fase da sua vida, passando a servir como sede da "Obra Social da Fragata D. Fernando", criada para recolher rapazes oriundos de familias de fracos recursos económicos, que ali recebiam instrução escolar e treino de marinharia.
Em Abril de 1963, foi destruída em grande parte por um incêndio, tendo permanecido ao longo de três décadas "encalhada" no Mar da Palha.

Foi depois recuperada, tendo os trabalhos ficado concluídos em 1998, para os quais a Câmara Municipal de Almada contribuiu financeiramente, além de muitas outras entidades.
A Fragata recebeu o nome de "D.Fernando II e Glória", não só em homenagem a D.Fernando Saxe Coburgo Gota,marido da Rainha D.Maria II,mas também por ter sido entregue à protecção de Nossa Senhora da Glória, de especial devoção entre os goeses.
D.Fernando II
Informações colhidas em:
terça-feira, 22 de março de 2011
Os nossos Desenhos sobre a Visita a um Departamento de Hidráulica
É só clicar em desenhos, para visualizar o que desenhámos sobre a nossa visita a um departamento de hidráulica.
Como Funcionam as Barragens
O Rio Tua
sexta-feira, 11 de março de 2011
Aprendemos uma Rima Infantil
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
A Cantar e a Dançar desenvolvemos a Noção de Lateralidade
Aqui vai a letra da canção" Vem que eu vou te ensinar " da cantora brasileira XUXA. Esta letra ajuda as crianças a relembrarem algumas noções matemáticas, sobretudo a lateralidade.
Mão direita na frente
mão direita atrás
mão direita na frente
e mexendo sem parar.
Roda, roda , roda
e não saia do lugar
vem que eu vou te ensinar.
Mão esquerda na frente
mão esquerda atrás
mão esquerda na frente
e mexendo sem parar.
Roda, roda e não saia do lugar
vem que eu vou te ensinar.
Ombro direito na frente
ombro direito atrás
ombro direito na frente
e mexendo sem parar.
Roda, roda, roda
e não saia do lugar
vem que eu vou te ensinar.
Ombro esquerdo na frente
ombro esquerdo atrás
ombro esquerdo na frente
e mexendo sem parar
roda, roda, roda
e não saia do lugar
vem que eu vou te ensinar.
Põe a barriga para frente
a barriga para trás
a barriga para frente
e mexendo sem parar
roda, roda, roda
e não saia do lugar
vem que eu vou te ensinar
Pé direito na frente
pé direito atrás
pé direito na frente
e mexendo sem parar
roda, roda, roda
e não saia do lugar
vem que eu vou te ensinar.
Pé esquerdo na frente
pé esquerdo atrás
pé esquerdo na frente
e mexendo sem parar
roda, roda, roda
e não saia do lugar
vem que eu vou te ensinar.
Põe a cabeça na frente
a cabeça atrás
a cabeça na frente
e mexendo sem parar
roda, roda, roda e não saia do lugar
vem que eu vou te ensinar.
Hoje esta canção foi apresentada / cantada ao grupo. Algumas das crianças já a conhecem bem e todas demonstraram gosto em cantá-la.
Amanhã iremos cantar e dançar com esta canção, pois a cantar e a dançar desenvolvemos a noção de Lateralidade.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Por Falar em Almeida Garrett ...
Pescador da Barca Bela
Pescador da barca bela,
Onde vais pescar com ela,
Que é tão bela,
Oh pescador?
Não vês que a última estrela
No céu nublado se vela?
Colhe a vela,
Oh pescador!
Deita o lanço com cautela,
Que a sereia canta bela...
Mas cautela,
Oh pescador!
Não se enrede a rede nela,
Que perdido é remo e vela
Só de vê-la,
Oh pescador!
Pescador da barca bela,
Ainda é tempo, foge dela,
Foge dela,
Oh pescador!
Poesia de Almeida Garrett
Hoje as crianças da Sala Arco-Íris tiveram oportunidade de escutar o texto e em seguida aprenderam a cantar este poema, musicado com uma linda melodia de Teresa Silva Carvalho, que também o cantou com a sua excelente voz, como se pode constatar no vídeo adicionado. As crianças mostraram muito interesse e adoraram cantar este poema de Garrett.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
A Visita ao Museu Nacional do Traje
Uma Crinolina e Vestidos
Neste contexto aprendemos novas palavras como:
Traje - é roupa.
Crinolinas - eram armações usadas sob as saias para lhes conferir volume. Eram inicialmente feitas artesanalmente, com crinas de cavalo trançadas (vem daí o seu nome) mas, a partir de 1855 passaram a ser produzidas pela indústria, utilizando tirantes e finos arames de aço.

Espartilho - peça do vestuário feminino que tem como objectivo reduzir a cintura e manter o tronco direito, era usado a partir dos 4 anos.

Visitámos também o jardim, que foi um espaço muito utilizado por Almeida Garrett (n. Porto 1799 - m. Lisboa 1854) comemorando-se precisamente hoje o aniversário do seu nascimento - 04 de Fevereiro.
Almeida Garrett
O Jardim possui variadíssimas espécies de plantas, algumas aves como patos-reais e pombos, esculturas, uma pequena cascata... As crianças apreciaram bastante este espaço verde, especialmente os patos-reais e as esculturas.
A Cascata
Patos-reais
Em grupo planeámos fazer desenhos sobre a nossa visita e enviar por e-mail fotos dos mesmos para o Museu.
Nota: As imagens da crinolina, do espartilho e de Garrett foram retiradas da internet. As restantes fotografias foram tiradas por nós, durante a nossa visita ao museu.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Visita ao Museu Nacional do Traje
com o objectivo de conhecer o vestuário de outros tempos. No caso concreto será O Período Romântico - século XIX.
As fotos deste álbum destinam-se a dar uma pequena noção do espólio do Museu Nacional do Traje, abrangem um pouco dos séculos XVII a XX e foram recolhidas no site: http://www.matriznet.imc-ip.pt/
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Lisboa, O Castelo de S. Jorge, Outras Histórias e Aprendizagens...
O que fizemos e aprendemos:
- O Castelo de S. Jorge está localizado na Colina do Castelo e foi o local onde nasceu a cidade de Lisboa.
- A sua construção e a sua localização foram definidas pela função a que todos os castelos se destinavam - ser um espaço em que os seus habitantes pudessem ter uma visão alargada da cidade, ser de difícil acesso e, consequentemente, ser um local protector e de defesa para a população contra possíveis ataques de inimigos.
- No local do castelo viveram povos como os Fenícios, Romanos e Árabes (tal como já aprendemos durante a visita ao Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros, estes povos ocuparam a nossa cidade em épocas distintas, deixando os seus vestígios).
- D. Afonso Henriques era filho de D. Teresa e de D. Henrique (1109 - 1185), conquistou o Castelo de S. Jorge ao mouros (1147) e foi conhecido como o Conquistador, porque conquistou uma grande parte do território português.

Ameias - intervalos existentes no cimo das muralhas e que dão o aspecto característico aos castelos.

Ponte levadiça - ponte de madeira à entrada do castelo que sobe em caso de perigo, criando uma porta sólida e fechando o castelo.

Hoje aprendemos que:
Nos castelos os seus senhores para se entreterem jogavam jogos de tabuleiro, manejavam a espada, realizavam festas / banquetes. As senhoras faziam bordados, rendas. Os camponeses trabalhavam arduamente na agricultura e criavam animais para a subsistência de todos.
O espaço habitacional, as habitações, o vestuário, o modo de viajar e transportar na época de D. Afonso Henriques eram muito diferentes do que existe nosso tempo.
A forma de os pintores se expressarem, no espaço temporal mais próximo ao de D. Afonso Henriques, era também muito diferente da dos pintores da actualidade, por exemplo nas cores, nos materiais utilizados e os temas representados.
De modo a poder ilustrar e contextualizar, de forma simples e explícita, todas as informações transmitidas às crianças, estas tiveram acesso a livros com conteúdos informativos e livros de índole recreativa. Por isso, como exemplo e de acordo com as intenções pedagógicas subjacentes, as crianças escutaram a história e observaram as ilustrações do livro Um Rapaz Chamado Giotto. Um conto de Paolo Guarnieri, Ilustrado por Bimba Landmann.Edição Livros Horizonte.
«Trata-se de uma belíssima biografia do pintor italiano Giotto, nascido pobre e pastor de ovelhas, mas encontrando em Cimabue um mestre que lhe ensina a arte da pintura, em Florença, e, assim, o leva a produzir tanta obra de génio, como os frescos consagrados a São Francisco. A bela particularidade deste livro é que as suas ilustrações imitam, com talento, o estilo de Giotto, tão singular. O texto exíguo não deixa, todavia, de fixar o essencial da vida do pintor.»(http://www.leitura.gulbenkian.pt/)

Para além de ser considerado “Uma Obra de Arte ”, este livro levou-nos à descoberta de Giotto e Cimabue. Dois pintores italianos muito importantes. E consequentemente aprendemos um pouco de História da Pintura.
Giotto (Giotto di Bondone, c. 1267 – 8.1.1337) nasceu em Itália, Florença.
Giotto é considerado o Pai da Pintura Ocidental.
Foto de uma das obras de Giotto (recolhida na net).

Foto de uma das pinturas de Cimabue (recolhida na net).
Uma das crianças com contas coloridas também criou o «seu» D. Afonso Henriques com coroa, capa, escudo e espada. Aqui está ele
Outra criou a «sua» coroa
Outras crianças fizeram o crocodilo com o apoio da imagem e da base adequada para o efeito (inspirados na história O Pequeno Príncipe e a Grande Caçada ao Dragão onde também existem crocodilos).
Apesar de não termos ido hoje ao castelo, conhecemos um novo livro, realizámos várias aprendizagens e, com muita alegria, produzimos trabalhos belíssimos.
As fotos...
A parede do quarto de Giotto e o Castelo de S. Jorge.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
O Pequeno Príncipe e a Grande Caçada ao Dragão

Para iniciar as aprendizagens sobre castelos, de uma forma lúdica, foi contada a história:
O Pequeno Príncipe e a Grande Caçada ao Dragão.
Hoje Aprendemos uma Canção
Aprendemos a Canção:
No Alto da Montanha
No alto da montanha
Pertinho lá no céu,
Havia uma castelinho
Aonde o rei viveu!
De lá se via o céu
Se via a terra, ao longe o mar
No alto da montanha
Quem dera lá morar!
Este vídeo serve para quem não conhece a música da canção. Contudo a letra ensinada e aprendida é a que está escrita, pois no vídeo existem ligeiras alterações na letra desta canção, de Joseph Bovet ( Le vieux chalet), traduzida para a nossa língua.
Joseph Bovet compositor e maestro suíço n. 07 outubro 1879 Sâles - f. 10 fevereiro 1951 Clarens.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Dia de Reis
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Chuva - Poesia
CHUVA
Cai a chuva, ploc, ploc
corre a chuva, ploc, ploc
como um cavalo a galope.
Enche a rua, plás, plás
esconde a lua, plás, plás
e leva as folhas atrás.
Risca os vidros, truz, truz
molha os gatos, truz, truz
e até apaga a luz.
Parte as flores, plim, plim
maça a gente plim, plim
parece não ter mais fim.
Mas então, plão, plão
é que os peixes vêm ver
que está o mar a crescer
e então, plão, plão
saltam para fora do mar
e pelo ar vão a nadar
plão, plão, plão.
Luísa Ducla Soares
"A Gata Tareca e Outros Poemas Levados da Breca"
As crianças escutaram hoje esta poesia, que nos transmite diferentes sonoridades imitando o som da chuva a cair com muita intensidade. As crianças apreciaram a poesia e, em conjunto, conseguiram entender a mensagem deste texto.
(As apreciações das crianças sobre esta linda poesia serão publicadas brevemente)
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
O Dia de Reis
História dos reis Magos

O Dia de Reis celebra-se a 6 de Janeiro.
Assinala a data em que os três Reis Magos (Gaspar, Belchior - ou Melchior - e Baltasar) foram visitar a dar oferendas ao Menino Jesus.
Deram-lhe ouro, incenso e mirra.
Em alguns países, especialmente nos países hispânicos, é tradição dar as prendas (de Natal) às crianças neste dia.
Em Portugal nesta altura cantam-se as Janeiras e come-se bolo-rei.
Lenda do Bolo-rei
Quando os Reis Magos foram visitar o Menino Jesus, perto da gruta onde estava o menino, os Reis Magos tiveram uma discussão para saber qual deles seria o primeiro a oferecer os presentes.
Um artesão que por ali passava assistiu à conversa e propôs uma solução para o problema, de maneira a ficarem todos satisfeitos. O artesão resolveu fazer um bolo e meter uma fava na massa. Depois de cozido repartiu o bolo em três partes e aquele a quem saísse a fava seria o primeiro a oferecer os presentes ao Menino.
Assim ficou conhecido pelo nome de Bolo-rei e como tinha sido feito para escolher um rei passou a usar-se como doce de Natal.
Dizem que a côdea do bolo simboliza o ouro, as frutas simbolizam a mirra e o aroma, o incenso.
(Lenda recolhida em:http://www.coolkids.guarda.pt/)
É claro que isto é só uma lenda, historicamente falando, a versão é bem diferente
O Bolo-rei terá, aliás, surgido em França no tempo de Luis XIV para as festas do Ano Novo e Dia de Reis. Embora conste, que na época romana existisse um bolo idêntico a este.
Tanto quanto se sabe, a primeira casa onde se vendeu Bolo-rei em Portugal foi em Lisboa na Confeitaria Nacional, por volta do ano de 1870, bolo esse feito pelo afamado confeiteiro Gregório através duma receita que Baltazar Castanheiro Júnior trouxera de Paris.
(Informações recolhidas no Jornal das Caldas ON-LINE, é só clicar e poderá conhecer melhor a Lenda e a Tradição do Bolo-rei)
A Confeitaria Nacional em Lisboa
(Fotos recolhidas na internet)
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Feliz Natal
O Fado é a música tradicional de Lisboa. Através da grande Amália Rodrigues, nascida em Lisboa, aqui fica um belo fado de Natal e os votos da Sala Arco-íris de um
Amália Rodrigues (letra) / Carlos Gonçalves (música)
Vi o Menino Jesus
Vi o Menino Jesus
Que bonito que ele vinha
Trazia estrelas de luz
Ou eram brincos que tinha
Cabelos de seda tinha
Deu-lhos Nossa Senhora
Com pezinhos de andorinha
Andava pelo céu fora
Nossa Senhora
Meu roseiral
Enchei de rosas
Este Natal
Dois passarinhos azuis
Nos seus olhos lhe vi eu
Voando descendo à terra
Cantando voando ao céu
Lá vai uma lá vão duas
Três estrelinhas brilhando
Anda o Menino Jesus
À roda delas brincando
Nossa Senhora
Meu roseiral
Enchei de rosas
Este Natal
Vi o Menino Jesus
Seus olhos são estrelinhas
Suas mãos sinal da cruz
Seus pezinhos andorinhas
Andam as nuvens ligeiras
E as estrelas no céu
A dizer umas às outras
O meu menino é meu
Nossa Senhora
Meu roseiral
Enchei de rosas
Este Natal
Para o escutar basta clicar em Vi o Menino Jesus
As crianças da Sala Arco-Íris já tiveram oportunidade de escutar este fado e algumas até já cantam algumas partes do mesmo.





